Campo de golfe da Fazenda da Grama: ficha técnica completa do circuito de 18 buracos em Itupeva
Chenquer & Camargo Imóveis · Jundiaí/SP

Existe uma razão pela qual os melhores surfistas do Brasil visitam a Fazenda da Grama para surfar na Praia da Grama. E existe uma razão diferente pela qual os melhores golfistas do Brasil visitam a Fazenda da Grama para jogar no campo. O campo de golfe não é uma atração secundária do condomínio: é um circuito de nível internacional com 700.000 m², 18 buracos, 93 bunkers, 4 tees de saída e course rating de 73,7, considerado pela revista Golf Digest um dos cinco melhores do Brasil.
Este artigo é a ficha técnica completa do campo de golfe da Fazenda da Grama.
Ficha técnica
Localização: Fazenda da Grama Golf & Country Club, Rodovia Miguel Melhado Campos, km 83,5, Itupeva, SP
Arquiteto: Brian Costello, JMP Golf Design Group (empresa californiana)
Ano de projeto: 2006
Padrão de construção: USGA (United States Golf Association)
Área total: 700.000 m²
Formato: Championship Course
Par: 72
Número de buracos: 18
Driving range: sim
Putting greens: 2 (1 de jogo + 1 de treino em frente ao Club House)
Head Professional: Kevin Bulman (PGA of America)
Superintendent: Sylvio Telles Siqueira (GCSAA)
Reconhecimento: top 5 melhores campos do Brasil pela revista Golf Digest
Os 4 tees de saída: especificações por nível
O campo tem 4 tees de saída com especificações distintas por nível de jogo:
| Tee |
Jardas |
Course Rating |
Slope |
| Grama (campeonato) |
7.123 |
73,7 |
139 |
| Azul |
6.673 |
71,6 |
135 |
| Branco |
6.052 |
67,8 |
— |
| Vermelho |
— |
— |
— |
O tee Grama, com 7.123 jardas e slope 139, coloca o campo numa categoria de exigência técnica que poucos circuitos do Brasil alcançam. Um slope 139 é significativamente acima da média dos campos brasileiros, indicando um curso que penaliza com consistência jogadas imprecisas.
O arquiteto: Brian Costello e o JMP Golf Design Group
Brian Costello é um arquiteto americano de campos de golfe com mais de 200 projetos executados em todo o mundo. Seu escritório, o JMP Golf Design Group, tem base na Califórnia e portfólio que inclui o campo de golfe da Costa do Sauípe, na Bahia, e projetos na América do Norte e Ásia.
Brian Costello projetou o campo da Fazenda da Grama em 2006, dentro de um empreendimento residencial a aproximadamente uma hora do centro de São Paulo.
A escolha de Brian Costello para o projeto não foi casual. O padrão USGA exige especificações técnicas precisas de drenagem, greens, fairways e roughs que poucos arquitetos dominam com a profundidade necessária para entregar um campo que funcione bem no clima tropical do interior paulista. Costello tem experiência em climas variados, o que se reflete na qualidade consistente das condições do campo ao longo do ano.
As gramíneas: especificações técnicas
A escolha das gramíneas é um dos aspectos mais técnicos de um campo de golfe e um dos que mais impacta a qualidade do jogo.
O campo usa grama bermuda Tifton 419 híbrida em tees, fairways e roughs. Os greens e colares de greens usam grama TifEagle, um híbrido de bermuda ideal para greens de campos de golfe por ser muito tolerante a podas frequentes e baixas e também ao frio.
Durante a pandemia, o clube aproveitou o período para reformar todos os 20 greens do campo, os 18 de jogo e os dois de treino. Para a reforma, o clube fez questão de manter o shape original projetado por Brian Costello. Para isso, foi feito um molde 3D dos greens, de forma que o formato e as ondulações fossem restabelecidos exatamente após a troca da grama da Tifdwarf para a TifEagle.
A criação de um molde 3D dos greens para preservar o shape original é uma decisão técnica que revela o nível de comprometimento do clube com a integridade do projeto de Costello. A TifEagle, além da tolerância ao frio, permite superfícies de putting mais rápidas e precisas, o que eleva o desafio e a qualidade do jogo nos greens.
Os 93 bunkers: o elemento mais visual e mais técnico
O campo apresenta 93 bunkers desafiadores, dotados de tecnologia de drenagem de última geração e estrategicamente posicionados, totalizando 15.000 m² de área de bunker.
93 bunkers em 18 buracos é uma média de mais de 5 bunkers por buraco, bem acima da média dos campos brasileiros. Essa densidade de obstáculos de areia é o que torna o campo tecnicamente desafiador em qualquer tee: mesmo do tee vermelho, a leitura do campo exige planejamento de trajetória para evitar as armadilhas de areia.
A tecnologia de drenagem nos bunkers é um diferencial operacional relevante. No interior paulista, com chuvas concentradas entre outubro e março, bunkers sem drenagem eficiente ficam impraticáveis após chuva forte. A infraestrutura de drenagem do campo mantém as condições de jogo mesmo nos períodos mais chuvosos do ano.
A irrigação: tecnologia que mantém o campo em condições excepcionais
O campo tem irrigação totalmente computadorizada com sistema de bombeamento inteligente, que trabalha sob demanda, reduzindo gastos de água e energia elétrica e contribuindo para a qualidade das instalações.
São mais de 800 aspersores profissionais que irrigam 42 metros de diâmetro cada.
O campo tem ainda uma estação meteorológica própria para ajustes em tempo real das condições do campo para o jogo, e usa água não potável para irrigação, reduzindo o consumo de recursos hídricos potáveis.
800 aspersores cobrindo 42 metros de diâmetro cada significa que toda a área de jogo é coberta com precisão milimétrica, sem pontos secos ou encharcados que comprometam a qualidade do fairway. É essa tecnologia que explica por que o campo mantém condições excepcionais ao longo de todo o ano, independentemente do regime de chuvas.
Os buracos mais desafiadores
O buraco 1 é um downhill par 5 generoso, que oferece boas possibilidades para um eagle como abertura do round. O buraco 16 é um par 3 de 216 jardas onde o jogador normalmente tem que lidar com ventos às costas. O buraco 17 é um par 4 onde o fairway passa pelo maior lago do campo.
Os buracos 7, 8 e o par 4 de 375 jardas do buraco 12 são particularmente desafiadores, com água entrando em jogo em cada um deles.
O design de Costello segue uma lógica comum nos melhores campos do mundo: abertura generosa para criar confiança no jogador, seguida de buracos progressivamente mais exigentes no meio do round, com fechamento dramático nos buracos 16 e 17. Esse arco narrativo no design transforma o round numa experiência que tem ritmo e tensão crescentes.
O Aberto da Fazenda da Grama
O nível técnico do campo é confirmado pela realização regular do Aberto da Fazenda da Grama, um dos torneios amadores mais respeitados do Brasil.
O Aberto da Fazenda da Grama Lifetime 2022 foi o primeiro torneio após a reforma completa dos greens, e reuniu os melhores jogadores amadores do país. O clube aproveitou o torneio para apresentar as novas condições do campo após a atualização da grama dos greens para TifEagle.
A realização de torneios de nível nacional é um indicador de qualidade que vai além dos números técnicos. Campos que recebem competições profissionais e amadoras de alto nível precisam manter condições consistentes em toda a extensão do percurso, o que exige uma equipe de manutenção experiente e um projeto que resista ao desgaste intenso de torneio.
O Club House: vista panorâmica sobre o campo
O Club House da Fazenda da Grama tem 2.000 m², projetado e decorado por Sig Bergamin, um dos arquitetos e decoradores mais reconhecidos do Brasil e do mundo.
Do alto do Club House de 2.000 metros quadrados, há uma vista formidável sobre a maior parte do campo.
O posicionamento do Club House no ponto mais alto da propriedade não é apenas estético: permite que os golfistas acompanhem o andamento das partidas dos outros grupos e que os acompanhantes não jogadores tenham acesso visual ao campo completo. O bar, o restaurante e o lounge do Club House têm vista direta para os greens dos buracos finais, o que cria um ambiente de convivência que integra jogadores e não jogadores num mesmo espaço.
Quem pode jogar
O campo da Fazenda da Grama é exclusivo para proprietários do condomínio e seus convidados. Não existe acesso como visitante avulso, green fee público ou qualquer modalidade de jogo para quem não tem vínculo com um proprietário.
Esse modelo é o mesmo da Praia da Grama: o campo foi concebido como parte do produto imobiliário, não como um clube público com venda de green fee. Isso mantém o volume de rodadas controlado, as condições do campo preservadas e a experiência de jogo consistente para os moradores.
Para quem pratica golfe com regularidade e está avaliando morar na Fazenda da Grama, o campo elimina o deslocamento até clubes externos, o custo de green fee em outros campos e a variabilidade de condições que se encontra em campos públicos. É o mesmo argumento da piscina de ondas: estar no mesmo endereço muda completamente a frequência de uso.
Como morar com o campo na porta
A Chenquer & Camargo Imóveis acompanha o mercado da Fazenda da Grama e tem acesso a lotes e casas disponíveis para venda, incluindo unidades com vista para o campo de golfe, que são as mais valorizadas do condomínio no mercado secundário.
Se você é golfista e está avaliando a Fazenda da Grama, nossa equipe pode orientar sobre quais lotes têm maior proximidade com o campo, quais casas prontas têm vista para os fairways e como funciona o processo de compra no mercado secundário. Entre em contato.
Chenquer & Camargo Imóveis · CRECI 314.879 · Jundiaí, Itupeva, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista